Turismo

Martinlongo, também conhecida por Martim Longo ou Martilongo, é uma pacata freguesia do bonito concelho de Alcoutim, situada na região Algarvia, próxima da fronteira com o Alentejo , num num “outro” Algarve já distanciado das praias douradas de águas cristalinas, mas cheio de encanto e com muito para ver e conhecer. 
 
A freguesia e todos os lugares a ela pertencentes, plenos de carisma e paz de espírito, rodeiam-se de uma beleza natural de grande beleza, apresentando lugares de grande interesse, que vale a pena conhecer. 
 
Martinlongo denota ocupação humana desde remotos períodos, apresentando mesmo alguns vestígios arqueológicos Romanos, tendo tido o seu apogeu posteriormente no século XVI, quando era a localidade mais importante do concelho de Alcoutim, com uma forte indústria têxtil. 
 
A pacata freguesia orgulha-se da sua Igreja Matriz do século XVI, das Ermidas do Espírito Santo, de São Sebastião ou da de Santa Justa e também nos núcleos museológicos em Santa Justa e na Barrada, dedicados à etnologia desta interessante região, plena de tradição e costumes que importam preservar. 
 
Martim Longo é conhecida por ter mais chaminés fronteiras do que os típicos minaretes rendilhados do litoral algarvio. No cimo das suas chaminés é muito comum verem-se ninhos de cegonhas que ali encontram o ambiente ideal para se estabelecerem e, exemplo disso, é a própria igreja paroquial, que na sua torre sineira alberga um bonito ninho de cegonha. 
 
Vários moinhos e azenhas exerceram a sua função até meados do século passado e estavam espalhados por todo o seu percurso.
 
Existem alguns locais onde nos cálidos meses de verão apetece tomar um banho refrescante.
 
É possível também praticar a pesca. Nas margens, encontra-se a vegetação própria da região como o poejo, a hortelã da ribeira, ervas aromáticas utilizadas na confecção de pratos típicos, o rosmaninho o alecrim e a esteva, não esquecendo os loendros.
 
Nas margens mais aprumadas, há oliveiras provenientes da enxertia de zambujeiros e amendoeiras. Nos locais mais frescos, os freixos ou álamos.
 
A caça à perdiz é uma actividade central na vida outonal de Martim Longo.  Mais do que um desporto para a comunidade local e suas gastronomias, a perdiz de caça é efectivamente um pilar económico,  sendo uma iguaria apreciada durante a época de caça que se inicia a partir de Agosto, mas se acentua a partir de Outubro. O Outono é de facto a época por excelência dos pratos de caça, com javali, coelho bravo ou perdiz. A importância da perdiz vermelha é facilmente expressa pela realização anual da Feira da Perdiz, em Martim Longo. 
 
A VISITAR:
 
• Igreja Paroquial de Martim Longo
• Capela do Espírito Santo
• Ermida de Santa Justa
• Ermida de São Sebastião
• Igreja de Barrada
• Igreja de Pessegueiro
• Ribeira do Vascão
• Ribeira da Foupana
• Zonas de caça
• Núcleo Museológico da Barrada
• Núcleo Museológico de Santa Justa
• Escultura em arame "O caçador"
• Moinho do Pereirão
• Anta da Castelhana
• Cerro do Castelo de  Santa Justa
• Cista Megalítica do Malhão
• Tholos da Eira dos Palheiros
• Tholos do Malhanito 
 
EVENTOS ANUAIS:
 
• Feira do Corpo de Deus - 5ª Feira de Corpo de Deus   
• Festival de Folclore e Feira de Artesanato de Martim Longo - 1º Sábado de julho  
• Festa da Barrada - 3º Fim de semana de julho  
• Festa do Pessegueiro - 2º Fim de semana de julho
• Festa do Laborato - 2º Fim de semana de julho
• Festa dos Castelhanos - 11 Agosto
• Festa de Santa Justa - 17, 18 e 19 Agosto
• Feira de Verão - 17 Agosto    
• Festa Tradicional de Martim Longo - 1.º Domingo de Setembro (de sexta-feira a domingo)
• Jornadas e Concurso Figo da India integrado nas Festas Tradicionais de Martim Longo
• Feira da Perdiz - 2.º fim de semana de novembro (sábado e domingo)
 
GASTRONOMIA
 
A freguesia de Martim Longo é rica em produtos endógenos como o figo-da-índia, o mel, a amêndoa, a bolota, e a alfarroba, entre outros.
 
É no pavilhão Municipal José Rosa Pereira, em Martim Longo, que se realiza a tradicional Feira da Perdiz, organizada pelo Municipio de Alcoutim e pela ADECMAR em colaboração com diversas entidades, contando este certame com a presença de centenas de visitantes e dezenas de expositores, nas mais distintas áreas, das quais são exemplos, a cinegética, o artesanato e a doçaria regional.
 
Este certame, integra ainda um programa de natureza bastante eclética, com atividades como colóquios, corridas de galgos, caçada aos coelhos, provas de cães coelheiros, concursos caninos, passeio de BTT, marcha-corrida, falcoaria e animação musical.
 
Do programa da Feira destaca-se também a promoção gastronómica da região, com grande ênfase para a qualidade dos produtos endógenos e para a necessidade de valorizar e divulgar a forma tradicional de “saber fazer”.
 
Esta iniciativa é um contributo para reforçar a identidade do concelho, promover o potencial cinegético da região e valorizar e divulgar a nossa gastronomia, assim como outros produtos endógenos de grande qualidade.
 
 

ARTESANATO

O Artesanato é o trabalho manual, ou a produção de um artesão, que, através da utilização de técnicas e saberes ancestrais, expressa, no objeto que constrói, a cultura de um povo.

Conhecer o artesanato de uma região é abordar o seu passado, sentir as suas tradições e costumes, contactar com os seus valores ancestrais e perceber o que se desenha hoje aos nossos olhos.
 
Um dos maiores bens patrimoniais de Martinlongo é o seu rico artesanato, nomeadamente as Mantas de lã e as muito famosas Bonecas de juta, ou miniaturas em cortiça. 
 
Apesar das atividades artesanais estarem a desaparecer um pouco por todo o país, no concelho de Alcoutim ainda se confecionam algumas das mais tradicionais peças de linho, bordados e rendas, e mantêm-se outras atividades tradicionais, como a cestaria em cana, a olaria ou o sapateiro. Aqui cresceu também um tipo de artesanato mais recente, resultante da capacidade de adotar, adaptar e inovar técnicas artesanais. É o caso das bonecas de juta (Oficina Flor da Agulha), simbolizando figuras típicas da região, e das flores de palha de milho (Santa Justa), das flores em esteva trancada (Barrada), bem como nas mais variadas peças de barro (Cortes Pereiras).


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